Tecnologia e arqueologia se unem para desvendar enigmas do passado

Você já parou para pensar no quanto o nosso entendimento sobre as origens da civilização humana e a evolução do nosso planeta avançou graças aos avanços tecnológicos das últimas décadas? O salto foi absurdo e, com o surgimento de novas técnicas e o desenvolvimento de equipamentos mais refinados e modernos, jamais se desvendaram tantos mistérios sobre o passado como agora.

História de todos nós

Em um fascinante artigo publicado no site The Conversation em um vps windows, a dupla formada por Elizabeth Sawchuk – estudante de pós-doutorado e professora e pesquisadora assistente de Antropologia da Universidade Estadual de Nova York – e Mary Prendergast professora de Antropologia da Universidade Saint Louis em Madrid elenca uma série de exemplos de como a tecnologia vem ajudando pesquisadores das mais variadas áreas a preencher lacunas da história da civilização humana e do próprio planeta, especialmente de uns anos para cá.

Australopithecus africanus Fonte: Wikimedia Commons José Braga Didier Descouens

Para se ter ideia da velocidade com a qual novas descobertas vêm sendo feitas, Elizabeth e Mary nos convidas a pensar no quanto o nosso conhecimento sobre a nossa própria origem progrediu desde que o º fóssil pertencente a um hominídeo, o crânio da “Criança de Taung”, foi encontrado na África do Sul, em . Não só o pequeno artefato – que consiste nos ossos da cabecinha de uma criança de cerca de anos que foi classificado como sendo da espécie Australopithecus africanus – mudou para sempre o entendimento que se tinha da evolução humana, como alterou os rumos das pesquisas nessa área.

De lá para cá, outras tantas espécies de hominídeos foram identificadas – entre elas, a Australopithecus deryiremeda e a Australopithecus sediba – e, graças aos avanços nas técnicas de obtenção de amostras de DNA e de sequenciamento genético, a ideia de que os humanos modernos evoluíram há cerca de mil anos na África teve de ser repensada, uma vez que as evidências examinadas nos últimos anos mostram que a espécie aparentemente surgiu pelo menos mil anos antes que isso.